Começou mal e acabou pior. A cimeira Durban das Nações Unidas contra o racismo foi mesmo um fiasco. E de certa forma estavam a pedi-lo: primeiro convidam para orador um homem que à partida se sabia vinha fazer um discurso xenofóbico contra Israel e o Ocidente; e depois escolhem para Presidente do Comité Preparatório, a Líbia, país reconhecido pelos seus abusos dos direitos humanos. A certa altura, a embaixadora (embaixatriz?) da Líbia deu a voz ao representante do UN Watch, mas no seu lugar estava Ashraf El Hagog, o médico Palestiniano que foi erróneamente acusado e condenado à morte por infectar centenas de crianças Líbias com o vírus do HIV (juntamente com 5 enfermeiros Bulgaras). Hagog e as enfermeiras foram encarcerados e torturados no corredor da morte numa prisão líbia durante quase dez anos, até serem libertados no ano passado pela já desaparecida Cecília Sarkozy. Aqui fica o testamento do Dr Hagog.
A Gaivota Farragulha
quarta-feira, abril 22, 2009
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