Se Ronaldo fosse Inglês: A sua apresentação ontem no Real Madrid teria aberto o noticiário da ITV, do Channel 4 e prefiguraria num lugar de destaque no noticiário da BBC; o 'The Sun' traria hoje estampado na capa uma fotografia dele a fugir dos adeptos que invadiram o relvado, sobre o título: 'Get your hands off our boy'; o 'The Guardian' dedicaria grande parte da secção do desporto ao percurso do futebolista e contaria com uma coluna de Kevin McCarra ('Ronaldo may well be the best player in the world, but he still has a lot to learn') e de Russell Brand ('Ronaldo's departure to Spain means more ladies for me!').
Se Ronaldo fosse Espanhol: Os Reis de Espanha estariam presentes ontem no Estádio de Santiago Bernabéu; a revista Hola! apresentaria na capa uma entrevista com a irmã de Ronaldo, por essa altura já estrela de pop consolidada no mercado nacional e na América Latina, com o título: 'Liliana Cátia, 'La Ronalda', muy ilusionada con el regresso de su hermano'; nas ruas de Barcelona, queimar-se-iam imagens de Ronaldo e mais tarde haveriam confrontos entre adeptos de futebol e as forcas policiais; no programa Aquí hay tomate da Telecinco uma 'amiga pessoal' do jogador revelaria em directo que ele a teria pedido em casamento na noite de domingo.
Se Ronaldo fosse Brasileiro: o Estádio de Santiago Bernadeu estaria vestido de verde e amarelo e haveria tambores em vez de cornetas; Ronaldo acabaria o discurso a agradecer a Jesus, Yemenjá e a Alá; o Ministro brasileiro da cultura seria ofuscado pela rapariga loira sentada ao seu lado; nos meios de comunicação internacionais, a notícia seria alternada com imagens da infância pobre do menino numa favela do Rio de Janeiro, flashes de sambistas e lances de futebol; Dunga causaria apreensão ao afirmar que o lugar de Ronaldo na próxima 'Copa do Mundo' não estaria assegurado'; uma miúda de sete anos no Estado de São Paulo teria batido o recorde do Guiness ao cozer a maior camisola de futebol, com o número de Ronaldo no Real Madrid, feita inteiramente de trapos.
Se Ronaldo fosse Marroquino: a entrada no Estádio estaria interdita a não-sócios; nos subúrbios a norte de Paris começaria uma guerrilha urbana; por todo o Médio Oriente colar-se-iam imagens de Ronaldo nos vidros dos carros, nas entradas dos restaurantes, hotéis e lojas, nos postes de electricidade e nas paredes das casas; as Nações Unidas fariam dele um Embaixador da Boa Vontade para o mundo de expressão árabe; os mullahs no Afeganistão pronunciariam uma fatwa sobre o jogador acusando-o de participar num jogo blasfemo, de estar rodeado por infiéis e de ser um mau exemplo para a juventude; Ronaldo já estaria casado e teria cinco filhos.
Se Ronaldo fosse Espanhol: Os Reis de Espanha estariam presentes ontem no Estádio de Santiago Bernabéu; a revista Hola! apresentaria na capa uma entrevista com a irmã de Ronaldo, por essa altura já estrela de pop consolidada no mercado nacional e na América Latina, com o título: 'Liliana Cátia, 'La Ronalda', muy ilusionada con el regresso de su hermano'; nas ruas de Barcelona, queimar-se-iam imagens de Ronaldo e mais tarde haveriam confrontos entre adeptos de futebol e as forcas policiais; no programa Aquí hay tomate da Telecinco uma 'amiga pessoal' do jogador revelaria em directo que ele a teria pedido em casamento na noite de domingo.
Se Ronaldo fosse Brasileiro: o Estádio de Santiago Bernadeu estaria vestido de verde e amarelo e haveria tambores em vez de cornetas; Ronaldo acabaria o discurso a agradecer a Jesus, Yemenjá e a Alá; o Ministro brasileiro da cultura seria ofuscado pela rapariga loira sentada ao seu lado; nos meios de comunicação internacionais, a notícia seria alternada com imagens da infância pobre do menino numa favela do Rio de Janeiro, flashes de sambistas e lances de futebol; Dunga causaria apreensão ao afirmar que o lugar de Ronaldo na próxima 'Copa do Mundo' não estaria assegurado'; uma miúda de sete anos no Estado de São Paulo teria batido o recorde do Guiness ao cozer a maior camisola de futebol, com o número de Ronaldo no Real Madrid, feita inteiramente de trapos.
Se Ronaldo fosse Marroquino: a entrada no Estádio estaria interdita a não-sócios; nos subúrbios a norte de Paris começaria uma guerrilha urbana; por todo o Médio Oriente colar-se-iam imagens de Ronaldo nos vidros dos carros, nas entradas dos restaurantes, hotéis e lojas, nos postes de electricidade e nas paredes das casas; as Nações Unidas fariam dele um Embaixador da Boa Vontade para o mundo de expressão árabe; os mullahs no Afeganistão pronunciariam uma fatwa sobre o jogador acusando-o de participar num jogo blasfemo, de estar rodeado por infiéis e de ser um mau exemplo para a juventude; Ronaldo já estaria casado e teria cinco filhos.
Se Ronaldo fosse Alemao: ninguém em Espanha iria ao Estádio e ninguém na Alemanha ligaria muito à notícia - para além dos portugueses, isto é!
1 comentário:
Muito bom, gostei do teu point of view my friend. O fenómeno seria idêntico, em maior ou menor escala, worldwide, quer se goste ou não.
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