Palmyra, a que nao merece ser enfiada num saco ao desbarato, funciona da seguinte maneira: os turistas levantam-se por volta das sete da manha (mais cedo, se pretenderem ver o nascer do sol nas ruinas) para tomar banho e pequeno-almoco. La para as oito, comecam a reunir-se a porta do Museu Nacional de Palmyra, uns dentro dos auto-pullman, outros na rua a negociar precos com os taxistas. Convergem aqui para comprar o bilhete que da acesso ao vale dos tumulos (nome que, imagino, sera inspirado no primo egipcio). Depois disto, um guarda sai do museu com um imenso molhe de chaves e entra dentro de um dos auto-pullman. Ele e a figura central neste cortejo, uma vez que lhe cabe a funcao de abrir dois tumulos entre as 8:30 e as 9:30 da manha. Finalmente, partimos em direccao ao deserto.
A primeira paragem e precisamente no dito vale dos tumulos. Apesar de despojados do recheio, os tumulos continuam a estimular o Indiana Jones dentro de quem os visita, principalmente devido a mestria da construcao. Existem dois tipos de tumulos: os primeiros constituem torres de pedra com ou tres andares e ate pequenas varandas; os segundos sao escavados no deserto ao estilo dos tumulos egipcios.
Visto isto, seguimos para um castelo mouro do sec. XVII, encrustado no cume de um monte que domina toda a planicie do deserto desde a cidade ate as palmeiras do oasis. Aqui, pretendemos nao visitar o castelo (alias, estava fechado), mas sim apreciar a extensao das ruinas. Vale a pena o desvio: vista daqui, Palmyra, a resgatada, torna-se numa perfeita maqueta de uma prospera cidade romana.
Por fim, descemos em direccao as ruinas e vamos directos ao Templo de Bel. Damos uma voltinha por ali sem grande emocao pois constituem uma palida comparacao com os templos de Balbeek no Libano. Comecamos a pensar que ja vimos demasiadas ruinas romanas numa so viagem. Porem, logo em seguida, somos obrigados a reconsiderar o pensamento – saindo do templo, deparamos-nos com as ruinas de Palmyra, a cidade romana. A nossa frente, temos um enorme arco que inicia uma via delimitada por enormes colunas. Cada uma destas colunas, tem um pequeno pedestal onde, em tempos, estiveram as estatuas dos notaveis da cidade (curiosamente, uma das colunas ainda tem a estatua). O caminho entre as colunas esta em terra tal como o original (os romanos optaram por deixa-lo em terra para que os camelos o podessem atrevessar), mas nos lados exteriores das colunas existem ainda as lajes que formavam as vias pietonais. Enfim, Palmyra, a gloriosa, esta repleta de pequenos pormenores com este. Passamos la o resto da manha, mas podiamos ter la estado dois dias.
A tarde, partimos em direccao a Damasco.
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