Obrigado a todos os amigos por impedirem que os meus aniversarios sejam tao animados como o deste pobre senhor...Ah, e parabens a mim que hoje faco 25!
A Gaivota Farragulha
sexta-feira, junho 27, 2008
Obrigado!!
Obrigado a todos os amigos por impedirem que os meus aniversarios sejam tao animados como o deste pobre senhor...Ah, e parabens a mim que hoje faco 25!
terça-feira, junho 24, 2008
Paragem obrigatoria em Nova Iorque
Dos varios locais que visitei durante a minha recente estadia em Nova Iorque, destaco e recomendo uma visita ao restaurante Katz, em Houston Street. Aberto em 1888 por uma familia judia oriunda da Russia, o Katz Delicatessen permanece ainda hoje O ponto de encontro para os nova iorquinos a procura de uma cerveja fresquinha, da verdadeira 'pastrami sandwich' e de dois dedos de conversa sobre o jogo do dia - no fundo, o equivalente Nova Iorquino das cervejarias portuenses e das francesinhas. Aqui, mais do que em lado algum na apinhada ilha de Manhattan, sente-se ainda o desembarcar dos emigrantes apos a travessia do atlantico, o espirito rijo e trabalhador dessa gente ambiciosa e a fusao de culturas que sucedeu neste admiravel mundo novo. Nas paredes, fotografias de figuras publicas no restaurante, desde o Jimmy Carter, ao Old Blue Eyes, ao Mayor Giuliani, ao Martin Scorcese, intercalam televisoes, bandeiras e mensagens familiares, entre as quais encontramos "Send a Salami to Your Boy In Iraq." Foi tambem aqui que Meg Ryan explicou a Billy Crystal como as mulheres poderiam fingir um orgasmo no filme 'When Harry Met Sally.' O sinal la esta, por cima de uma mesa a meio da sala, convidando-nos a provar o mesmo que Sally. Outro local com esta fama e historia perderia certamente a sua graca num apice, mas o Katz, tal como as cervejarias portuenses, nao tem maior pertensao do que servir bem os seus clientes e por isso continua vivo. A nao perder.Se quiserem descobrir mais sobre o Katz, aqui fica o link e um artigo do New York Times do qual retirei esta fotografia:
http://www.katzdeli.com/
http://www.nytimes.com/2007/05/30/dining/reviews/30rest.html
domingo, junho 22, 2008
domingo, junho 15, 2008
Welcome to America!

Home sweet home...

MIT

Frank O'Gehry @ MIT

Charles River e Boston Skyline


Muito orgulhosos das nossas bicicletas em 2a mão:


sexta-feira, junho 13, 2008
Fighting Fire With Fire

quinta-feira, junho 12, 2008
Uma paragem nas Ilhas da Morabeza
No início, não existia nada. Nem água, nem gente, nem cães, nem vacas, nem porcos, nem galinhas, nem esporádicos postes de electricidade, nem ambíguas construções de pedra, nem improvisados campos de futebol, nem sequer esta estrada de pedra que serpenteia por montanhas e vales estéreis como a superfície lunar. A ilha era deserta. Depois vieram os homens (entenda-se os portugueses), trouxeram outros homens (entenda-se escravos africanos), criaram pequenas cidades portuárias, ergueram alvas igrejas, cultivaram a terra com a escassa água da rara chuva, beberam muita aguardente para aguentar o calor, dormiram uns com os outros para se distrair, geraram uma nova raça, partiram e ficaram, fizeram música boa e viram os dias, não, os anos, passar. Finalmente, há mais de meio século atrás, um homem branco e velho de lá longe, traçou a ilha num mapa com uma estrada tão portuguesa quanto estranha a este lugar, proclamando-a viagem derradeira dos insubordinados do regime antes do desterro no Tarrafal. É aqui que eu sigo.De súbito, o carro encosta à direita e pára. Vamos comer. Um bar a meio do caminho, uma casa de pedra pardacenta, uma cabrita de sorriso triste apresentando duas amálgamas: numa tem torresmos, especialidade frita da terra; e noutra desven
No caminho de regresso, venho acossado pelo sol e derivo obliquamente até ao bar, caminhando ingenuamente ao encontro de duas fatalidades: comida e álcool. A Super Bock é quase fresca e prestar-se-ia a refresco não fosse antecedida por outras três nessa manhã. O problema da cerveja, isto depois de escapar ao furor cálido do poderoso ‘Grog’ – a aguardente cabo-verdiana - não reside no acto de ingerir, mas sim em sustentá-la na cabeça e não no cérebro, que é tanto mais difícil aos Europeus, povo habituado a correlacionar todos os aspectos da vida com a esponja encefálica. Em Cabo Verde, ao contrário do que se passa na Europa, onde os alcoólatras têm os seus altos e baixos, as bebedeiras prolongam-se durante o dia inteiro, são constantes, discretas, vulgares e não representam obstáculo à actividade humana, desde da condução ao fazer bebés.
No que a mim me diz respeito, a estadia no bar poderia ter ficado por aí mesmo, pela Super Bock fresquinha. Porém, esperava-me também as ditas tranches de porco assado, escondidas por baixo de um testo na berma da estrada. O primeiro contacto com a dita carne, mais
propriamente com um naco escolhido pela rapariga de olhos grandes, chegou quente e húmido, como se o porco estivesse ainda vivo e transpirasse através do guardanapo de papel para as minhas mãos. Um primeiro exame demonstrava que a pele do bicho era rija e tostada, mas sobretudo pegajosa, roubando-me o papel e os dedos a cada reviravolta. Na boca, a carne era terna e tão gordurosa quanto repulsiva, característica que apenas era entrecortada pelo sabor intenso a uma especiaria picante, algures entre o caril indiano e o ‘jerk’ jamaicano. Um daqueles sabores que fica connosco muito para além da refeição e reside nas prateleiras da memória como um troféu de vida. Comia-se portanto sem equacionar, dentada a dentada alagada a goles de Super Bock, rapidamente e em força até chegar junto ao osso para poder fingir que se apreciou muito. Para sobremesa, escolhi o regaço de outra Super Bock fresquinha que serviu exemplarmente dois fins: limpar os beiços e tranquilizar o palato.
Só então pude regressar de novo ao universo que me rodeava, da chegada do Presidente do MpD ao bar, aos truques de basquete dos miúdos à minha volta, à rapariga dos olhos grandes e sorriso triste ali sentada. Num instante, o bar encheu-se cheio de som e energia como se os presentes desafiassem a languidez natural da hora do dia. Dir-se-ia que ao primeiro acorde, o povo faria a festa mesmo ali. Na náusea provocada pela fusão do álcool com o calor picante da carne, e de ambos com o ardor da temperatura ambiente, também eu me julguei mais perto daquela gente e quase disposto a esquecer o mundo para além das praias e falésias da ilha de Santiago. No entanto, um comício atrasado esperava-nos e tão depressa quanto chegamos, nos despedimos e partimos pela estrada fora. Em silêncio, não fosse o porco dar sinal de si.
quarta-feira, junho 04, 2008
Biografia Política de Hillary Clinton
Hillary Rodham Clinton, nascida Hillary Diane Rodham, (Chicago, 26 de Outubro de 1947) é a 44º presidente dos Estados Unidos da América, tendo sucedido ao presidente George W. Bush em 2009 e assim tornando-se na primeira mulher presidente do país. Clinton foi Senadora do Estado de Nova Iorque entre 2001 e 2008, sendo a Senadora mais jovem da história. É casada com o 42º presidente dos Estados Unidos da América, William Jefferson Clinton, mais conhecido como Bill Clinton. Candidata à presidência dos EUA na eleição de 2008, foi também a primeira candidata feminina da história do país à presidência. Após uma concorrida campanha nas primárias, Hillary perdeu a nomeação para candidata presidencial do Partido Democrata para o senador Barack Hussein Obama, por apenas 1923 contra 2156 votos. Hillary teve ainda um último dissabor quando Obama recusou o seu nome para sua companheira eleitoral como Vice-Presidente. No entanto, impulsionada por um maior número de votos populares e por vitórias nos importantes estados da Califórnia, Florida, Texas, Arkansas, New México e New Jersey, Hillary decide avançar como candidata independente para a presidência dos EUA.
A campanha eleitoral de 2008 ficou marcada sobretudo pelo ineditismo dos perfis dos candidatos, nomeadamente pelo facto do candidato do Partido Republicano, John McCain, contar 71 anos, sendo por isso o mais velho candidato de sempre a entrar numa primeira volta das eleições presidenciais norte-americanas; do candidato do Partido Democrata ser Barack Obama, um jovem Senador negro de 47 anos, o primeiro homem não-branco a conseguir a nomeação para a candidatura de um dos principais partidos norte-americanos; e o facto de Hillary Clinton ser não só a primeira mulher a concorrer às eleições presidenciais, mas também mulher a primeira ex-primeira dama a concorrer.
Divididos entre uma enorme apreensão quanto à saúde de McCain e à alegada inexperiência de Obama, o eleitorado americano acabou por encontrar em Hillary um compromisso intermediário. Ao longo da sua campanha, Hillary apresentou-se como uma candidata corajosa, determinada e bem posicionada para abordar as preocupações primordiais da população norte-americana: a Guerra do Iraque; a Crise Económica e suas consequências sociais; a Crise Energética e a dependência da economia norte-americana de petróleo estrangeiro.
No final, Hillary acabou por bater os seus dois rivais por uma margem de apenas 3 votos do colégio eleitoral, uma margem ainda mais pequena do que aquela que deu a presidência a George W. Bush em 2001. O resultado foi definido por uma maioria de apenas centenas de votos populares em Puerto Rico, onde a candidata contou com o apoio de Jennifer Lopez e Ricky Martin, e até a validade de votos foi centro de disputas judiciais, visto as votações no território autónomo não possuíram valor eleitoral nos EUA. Deste modo, Hillary coleccionou mais alguns recordes para as disputadas eleições presidenciais de 2008: a Presidente foi eleita pela margem de votos no colégio eleitoral mais reduzida de sempre; a candidata eleita concorreu pela primeira vez como independente; e pela primeira vez na história da humanidade, Puerto Rico teve alguma relevância para além da salsa e do merengue.
segunda-feira, maio 19, 2008
A cova de Noé

O jornalista catalão Daniel Solano confessou à agência Lusa que «a escassez de água é verdadeiramente preocupante, mais do que as pessoas julgam. O único lado positivo é a tomada de consciência por parte da administração e da sociedade».
Na opinião de Solano, «na Catalunha nunca nos preocupámos com os nossos recursos naturais. Sempre desperdiçámos», por isso «é urgente mudar mentalidades».
Convencido de que «muitos estão acostumados a viver desperdiçando a água», Daniel Solano mostrou-se de acordo com as multas, restrições e proibições que o governo catalão impôs aos cidadãos que desperdicem água e que podem ir até aos 3.000 euros.
Daniel Solano acha que todos os catalães «gostariam de ter uma vivenda com piscina, muita água para regar grandes jardins, lavar os seus carros, lavar os seus animaizinhos, lavar quintais. Mas agora tudo isso acabou».
O que não se pode fazer agora - lembrou - é apelar à solidariedade das regiões que tiveram o cuidado de poupar água.
«Sempre desperdiçámos e agora pedimos que aqueles que pouparam sejam solidários connosco. Teríamos que ser mais previdentes», disse Solano.
O jornalista partilha um apartamento com mais cinco pessoas, onde a factura de água é, em média, de 30 euros por mês.
E já começou a tomar as suas medidas preventivas: «reparei as torneiras que perdiam água, coloquei sistemas, sobretudo na casa de banho, para poupar água, lavo a louça sem a torneira sempre aberta, lavo-me uma vez ao dia quando antes eram três e o meu duche dura menos de 10 minutos, lavo os dentes e controlo a torneira, lavo roupa na máquina uma vez por semana: uma de roupa branca e outra escura, não lavo o carro, nem o cão, nem os jardins. Trata-se de ser consciente e saber que sem água a vida é impossível».
E é assim que muitos catalães já começaram a viver. Já se nota na paisagem que há jardins a secar. Há quem vá com o coração apertado deitar água comprada em garrafão no vaso com a planta preferida, mas os canteiros podem estar condenamos à morte se não chover.

Já não se vêem nos pátios e quintais as mangueiras a lavar carros, nem a jorrar água para tirar o pó do chão.
Uns fazem-no simplesmente por medo às multas, mas outros já começaram a tomar consciência de que cada gota que pouparem pode vir a fazer falta amanhã.
E na esfera privada só os que já tomaram consciência conseguem poupar. Dentro de casa não é tão iminente o risco de multa. Há quem não encha a piscina porque alguém vai ver e denunciar, mas «enche a banheira porque ninguém vê», admite Solano.
Para essas situações, a medida equacionada pelo governo é aumentar o preço da água. Mas a polémica dos interesses económicos já se faz sentir. «A sociedade está contra o negócio da água. A água é de todos e ninguém se pode apropriar de um bem tão escasso e valioso, essencial à vida humana».
O que é certo é que há restaurantes que já pretendem cobrar o jarro de água que põem na mesa às refeições.
Daniel Solano considera que, «perante uma situação tão grave, além de sancionar, é preciso controlar». E propõe que «fechem as fábricas onde se engarrafa a água, controlem mais as petroquímicas, os campos de golfe e os locais onde se usa a água para fazer negócio, as máquinas e locais para lavar carros».
Para o jornalista, uma prova de que «nunca houve bom senso» é que «os parques públicos não estão povoados com plantas mediterrânicas».
Mesmo assim, a administração já deu o exemplo e já se vêem as rotundas com fontes desligadas.
Em nome do aproveitamento de água, Daniel Solano apela aos políticos para que «digam a verdade e assegurem que vai mudar o sistema».
Para já, estão a ser divulgados pelos cidadãos «gestos para poupar água». Lavar os dentes com um copo e sem a torneira aberta e deitar água no lavatório para lavar a cara, as mãos ou para barbear fará poupar «12 litros por minuto». Usar um recipiente próprio para papéis e não a sanita. Fechar a torneira de segurança. Consertar as torneiras que pingam ou substitui-las, dispositivos de poupança nas torneiras e chuveiros fará «reduzir o consumo em cerca de 50%». Utilizar a máquina de lavar roupa e louça com a carga completa e o programa adequado porque «quando se lava à mão gasta-se 40 por cento mais de água». Instalar uma cisterna com sistema adequado a poupar «reduzirá para metade o consumo de água» e tomar duche em vez de banho de imersão e fechar a torneira enquanto a pessoa se lava «fará poupar em média 150 litros de água."
terça-feira, maio 06, 2008
Museu Berardo: um excelente museu de arte moderna que enriquece Portugal


John de Andrea - Arden Andersen and Norma Murphy
segunda-feira, abril 28, 2008
Tony Travers : "Les Tories modernes sont plus progressistes que la droite européenne"

Le Conservateur Boris Johnson est capable de remporter la mairie de Londres, ville traditionnellement travailliste. Comment expliquer cette révolution ?
Tony Travers : Sur le long terme, Londres est un baromètre de la Grande-Bretagne. Si les Tories gagnent dans la capitale, c'est un signe que le pays évolue vers le centre droit et que le Parti conservateur peut l'emporter au niveau national. C'est aussi un signe que Ken Livingstone, au bout de deux mandats, a fait son temps. Il n'est pas sans rappeler Jacques Chirac : par la durée de sa carrière politique, et par sa manière de zigzaguer. Il est passé de l'extrême gauche, proche de Chavez et admirateur de Castro, à des positions quasi thatchéristes. Il est acquis à la financiarisation de l'économie et opposé à l'impôt sur les résidents non domiciliés.
Dans le paysage politique britannique, Ken est une curiosité. Boris Johnson l'est aussi, par son excentricité volcanique et "upper class". Son message est le "changement". C'est bien trouvé, car les Britanniques se méfient des politiques qui restent trop longtemps au pouvoir. Lors des élections générales de 1945, ils avaient éconduit Churchill alors même qu'il était un héros.
Qui vote Boris Johnson ? Londres est une ville incroyablement diverse. Depuis une dizaine d'années y ont immigré un million de personnes nées hors du Royaume-Uni. 40 % des Londoniens sont nés à l'étranger, 35 % ne sont pas blancs, et ces minorités constituent l'une des bases électorales de Ken Livingstone.
C'est le problème de Johnson dans une ville progressiste comme Londres.
sábado, abril 12, 2008
Primeiro olhar sobre "O Ensaio sobre a Cegueira"
Desde já parece-me aquém do livro, mas afinal são poucos os filmes que não ficam aquém dos respectivos livros...
sexta-feira, abril 11, 2008
Um Retiro Para Líderes Mundiais

Quem diria que o local onde um dia se testou a mais mortífera de todas as armas criadas pelo homem, seria também o retiro dos homens e mulheres mais importantes do planeta? A verdade é que por entre as rochas rosadas do deserto de Nevada, EUA, nas margens do Lago Las Vegas, irá crescer o Universitas Leadership Sanctuary, um refúgio privado para presidentes e primeiros-ministros em stress que queiram "reencontrar o seu sentido de missão na vida." O projecto, avaliado em mais de 300 milhões de dólares, é da autoria do arquitecto londrino Douglas Patterson que, em busca de inspiração, visitou os Dzongs Budistas no Butão e os Mosteiros Ortodoxos no norte da Grécia. O resultado é um estrutura esférica, para não deixar os hóspedes esquecer o propósito da sua estadia, que será em parte convento e em parte centro de conferências. Para além de quartos e jardins, onde os líderes mundiais poderão praticar jardinagem, o complexo contará com uma biblioteca, várias salas de reunião e uma sofisticada estação de energia solar. O ex-libris do edifício ficará no último andar, sobre uma panorâmica cúpula de vidro: um espaço de contemplação, onde os hóspedes serão encorajados a sentar-se em silêncio. Caso os futuros líderes mundiais sejam tão hiperactivos quanto Sarkozy e a terapia de isolamento lhes traga mais stress do que paz, o rebuliço de Las Vegas fica apenas a 17 milhas...
(artigo inspirado numa notícia publicada em The Guardian, a 11 de Abril de 2008)
segunda-feira, abril 07, 2008
Tony Blair, a Fé e a Globalização
Na semana passada, no dia 3 de Abril de 2008, Tony Blair quebrou um dos grandes tabus dos seus anos em Downing Street ao falar publicamente sobre religião. O discurso foi proferido na Westminster Cathedral, um lugar simbólico para o anterior Primeiro Ministro visto este ter sido ali baptizado, e certamente apropriado para a apresentação da The Tony Blair Blair Faith Foundation. A organização, que será lançada mais tarde este ano, visará reunir representantes dos principais grupos religiosos mundiais, Cristãos, Muçulmanos, Judeus, Sikhs, Hindus e Budistas, com o objectivo de promover o entendimento entre religiões, assim como aumentar o papel na luta contra desafios globlais, como o aquecimento atmosférico e o combate à pobreza. Este video apresenta apenas uma pequena parte desse discurso, porventura a mais interessante, mas caso tenham curiosidade em ouvir a integridade podem visitar o website http://www.tonyblairoffice.org/ ou encontrá-los em trechos no http://www.youtube.com/.
segunda-feira, março 31, 2008
segunda-feira, março 17, 2008
quarta-feira, março 12, 2008
Ventos de Guerra
O dia de hoje, 12 de Março de 2008, fica marcado por dois polémicos pedidos de demissão: o de Eliot Spitzer, Governador do Estado de Nova Iorque, na sequência de um escândalo envolvendo a contratação de prostitutas de luxo; e o do Admiral William Fallon, comandante das forças armadas norte-americanas no Médio Oriente e no Sul Asiático, pouco dias após ter completado apenas um ano no cargo. Embora o primeiro seja notóriamente o mais mediático, como qualquer um poderá comprovar caso tenha a oportunidade de ligar a CNN, a BBC, ou a SKY durante o dia ou até de comprar a Revista do Expresso no próximo sábado, o segundo parece-me incomensurávelmente mais relevante. Isto porque os motivos que levaram ao pedido de cessação de funções do Adm. Fallon, apelidado de “a raposa,” prende-se com questões que, se não mais cativantes, são certamente mais importantes para o futuro dos E.U.A. e do mundo. Voltemo-nos então para estas.O motivo concreto do pedido de demissão de “Jimmy” Fallon centra-se na entrevista concedida por este à revista Esquire de Abril 2008. Nesse artigo, Fallon rejeita a hipótese de intervenção militar americana no Irão para controlar um alegado programa de desenvolvimento de armas nucleares. De acordo com a publicação, o Admiral representava “the strongest man standing between the Bush administration and a war with Iran.” Porém, hoje, no seu pedido público de demissão, o Adm. Fallon referia que não acreditava existirem divergências de opinião entre ele e a Casa Branca quanto aos objectivos a atingir no Médio Oriente, mas que “the simple perception that there is makes it difficult for me to effectively serve America’s interests there.” Em seguida, o Secretário da Defesa norte-americano Robert Gates repediou as referidas alegações sobre planos de guerra como “ridículas” e, apesar de aceitar a decisão de Fallon com “reluctância e pena,” considerou-a “a opção mais acertada.” Do outro lado do espectro, a Senadora Hillary Clinton apelou a George W. Bush para perseguir a via diplomática em vez da intervenção militar, e homenageou o admiral como uma “voice of reason in an administration which has used inflamatory rhetoric against Iran.”
De um modo ou outro, tendo em conta as cartadas políticas que estão em jogo em Washington, não podemos deixar de considerar a demissão de Fallon como um mau presságio para os poucos meses que restam à administração Bush. Com efeito, não foi esta a primeira vez que o Adm. Jimmy Fallon se manisfestou contra uma possível intervenção no Irão. Em Janeiro de 2007, Fallon afirmou no Senado que os E.U.A. deveriam perseguir exaustivamente todas as opções diplomáticas nas suas disputas com a República Iraniana. No mesmo ano, Fallon disse à estação Al-Jazeera que “esperava que não houvesse guerra contra o Irão.” Na opinião de alguns observadores internacionais e “insiders” em Washington, não existem dúvidas que os comentários de Fallon tinham gerado desconforto entre a Casa Branca e os escalões mais altos das Forças Armadas. Como nota de roda-pé, a imprensa menciona que os comentários foram considerados “inaceitáveis” numa altura em que a administração Bush está a trabalhar em várias frentes para aumentar a pressão no Irão. E, acima de tudo, os comentadores temem que a eventual intervenção norte-americana no Irão seja usada como última alternativa para manter um Republicano na Casa Branca. Parece-me que já vi este filme...
terça-feira, março 11, 2008
segunda-feira, março 10, 2008
Compreender as falhas da equipa Clinton

“You may not like the person next to you,” Ms. Williams told dozens of aides who ringed the conference room at the campaign’s Virginia headquarters last month, according to participants. “But you’re going to respect them. And we’re going to work together.”
Ms. Williams’s demand was dismissed as wishful thinking by some in her weary audience. But in the view of many Clinton supporters, it accurately reflected the urgent need to overhaul a campaign that at that point had set itself apart for its level of disorder and dysfunction.
The divisions in her campaign over strategy and communications — and the dislike many of her advisers had for one another — poured out into public as Mrs. Clinton struggled in February to hold off Mr. Obama in the race for the Democratic presidential nomination.
But even as Mrs. Clinton revived her fortunes last week with victories in Ohio, Rhode Island and Texas, the questions lingered about how she managed her campaign, with the internal sniping and second-guessing undermining her well-cultivated image as a steady-at-the-wheel chief executive surrounded by a phalanx of loyal and efficient aides.
“She hasn’t managed anything as complex as this before; that’s the problem with senators,” said James A. Thurber, a professor of government at American University who is an expert on presidential management. “She wasn’t as decisive as she should have been. And it’s a legitimate question to ask: Under great pressure from two different factions, can she make some hard decisions and move ahead? It seems to just fester. She doesn’t seem to know how to stop it or want to stop it.”
Over the last month, Mrs. Clinton, of New York, has become much more involved in the day-to-day operation of her campaign. In addition to Ms. Williams, she brought in two experienced political hands from her husband’s White House: Doug Sosnik, who was a political director, and Steve Ricchetti, a deputy chief of staff.
And Ms. Williams has sought to calm tensions in the headquarters through steps like opening the morning conference call to more aides to foster a greater sense of teamwork. One of her first acts, aides said, was to instruct Mark Penn, Mrs. Clinton’s chief strategist and a polarizing figure in the campaign, to stay off television.
Still, interviews with campaign aides, associates and friends suggest that Mrs. Clinton, at least until February, was a detached manager. Juggling the demands of being a candidate, she paid little attention to detail, delegated decisions large and small and deferred to advisers on critical questions. Mrs. Clinton accepted or seemed unaware of the intense factionalism and feuding that often paralyzed her campaign and that prevented her aides from reaching consensus on basic questions like what states to fight in and how to go after Mr. Obama, of Illinois.
Mrs. Clinton showed a tendency toward an insular management style, relying on a coterie of aides who have worked for her for years, her aides and associates said. Her choice of lieutenants, and her insistence on staying with them even when friends urged her to shake things up, was blamed by some associates for the campaign’s woes. Again and again, the senator was portrayed as a manager who valued loyalty and familiarity over experience and expertise.
Mrs. Clinton stood by Mr. Penn and Patti Solis Doyle, who was until last month her campaign manager, even as her campaign was at risk of letting Mr. Obama sew up the nomination. When some of her closest supporters pressed her to replace them, arguing that the two were clearly struggling with their jobs and had become divisive figures in the campaign, she responded by saying she would “think about it.”
When Mrs. Clinton finally pushed out Ms. Solis Doyle, she chose Ms. Williams, like Ms. Solis Doyle, an old friend who had never before managed a presidential campaign.
Mrs. Clinton’s ability to manage the one person with whom she spoke most often, former President Bill Clinton, was also questioned by some of her advisers and supporters. Mr. Clinton moved in his own orbit — he heatedly argued with his wife’s advisers who wanted to write off South Carolina, defying them to campaign there — and took no direction from the campaign about what to say or where to go, some of them said. (Mr. Obama defeated Mrs. Clinton in the South Carolina Democratic primary by nearly 29 percentage points.)
Several aides, donors and supporters, who requested anonymity to recount private conversations with the candidate, said they had warned Mrs. Clinton that her husband’s attacks on Mr. Obama were demeaning to her and hurting her campaign. Mrs. Clinton replied that her husband became “carried away” at times but that she did not see any real harm from his approach, they said.
Mrs. Clinton’s top advisers said that while her management style might be untidy, it showed her to be comfortable with conflicting ideas among her aides. They said she had pronounced herself “ready to learn” from her mistakes and was resistant to placing too much power in the hands of a single political adviser in the mold of Karl Rove in President Bush’s two campaigns for the White House.
“She thinks the way to manage effectively is to get a lot of smart people around who don’t agree and let them work out their differences creatively,” said Howard Wolfson, her communications director. “Let them hash through things, and as a result, you come up with the best process.”
A senior adviser, Harold Ickes, joined the campaign full-time in January as Mrs. Clinton’s aides began to realize that the contest was not going the way they had planned. Mr. Ickes cautioned about drawing firm conclusions about her from this period, when she faced the demands of being a candidate.
“It’s hard to draw conclusions about her management style,” he said, “because she is, in fact, not the manager of her campaign.”
Still, some of her senior advisers said Mrs. Clinton was left with little option but to become more assertive in getting her campaign back on track, a shift highlighted by her decision to push out Ms. Solis Doyle, one of her closest and longest-serving aides. Her husband changed his advisers at regular intervals as he faced various troubles and shifting political demands while president; Mrs. Clinton, in contrast, has relied on a relatively unchanging cast since she was first lady.
For all her years on the public stage, Mrs. Clinton has never come close to assembling and running an enterprise like the 700-person, $170 million-and-counting campaign organization that she has created. At times, her aides made assumptions about tactics and voters that turned out to be wrong. They nearly ran out of money at all the wrong times, like just after Mrs. Clinton’s victory in the New Hampshire primary and right before the 22 state nominating contests on Feb. 5.
The day after her loss in the Iowa caucuses, Mrs. Clinton took command of a long meeting in New Hampshire. “I’ll do whatever you guys need me to do,” she said, a participant recalled. “I get the message.”
But a month later, she described herself as stunned to learn the campaign was nearly broke — notwithstanding financial reports sent to her every week by e-mail — and was all but conceding the 11 contests that were to come over the next month.
Unlike Mr. Bush, Mrs. Clinton has shown no interest in having one strong person running all aspects of the campaign operation. And unlike her husband during the early part of his 1992 bid for the presidency, she does not try to keep a hand in everything, with lines of communications all through the campaign.
Instead, she talked daily to a few people: Mr. Penn, Ms. Solis Doyle and, now, Ms. Williams. Even Mr. Ickes, her longtime friend and adviser, says he speaks with her infrequently.
This approach, many of her associates said, had the effect of breeding resentment at campaign headquarters. Since there was no one person in charge, they said, it was hard to make decisions, and Mr. Penn would frequently use his personal connection with Mrs. Clinton to block the campaign from moving in directions he opposed, like putting an increased emphasis on trying to present a human side of Mrs. Clinton.
Ms. Williams had been among those who lobbied Mrs. Clinton to remove Ms. Solis Doyle, arguing that the campaign lacked a plan or a message despite starting out with an overwhelming advantage in money and name recognition, campaign officials said. After resisting for much of the winter, Mrs. Clinton, before the vote in Iowa, told aides that she would replace Ms. Solis Doyle but that she wanted to wait until after New Hampshire.
But when Mrs. Clinton won the New Hampshire contest, the decision was pulled back. Ms. Williams was brought in to work alongside Ms. Solis Doyle, but without an obvious portfolio. The move was widely seen at campaign headquarters as a slap at Ms. Solis Doyle.
Offended, she threatened to leave and had to be courted to return, agreeing to do so only on the condition that she would be in charge. She was finally dismissed after more losses and the news that the campaign was running out of money.
segunda-feira, janeiro 07, 2008
Colherezinhas Assassinas
O Sr. José Sócrates, agora auto-proclamado grande líder europeu (Mahatma Sócrates?), deve ouvir, quando ouve, estas críticas e enquadrá-las como resquícios da falta de cosmopolitismo do povo português. Ele que conhece restaurantes e cafés de Londres, Paris, Berlim, Helsínquia (ai, Helsínquia!), conhece o caminho da modernidade e tem fé, acredita mesmo, que Portugal possa vir a ser como os outros. Uma nação asseada, jovem, que não fuma nem bebe, que corre todas as manhãs, gosta do que faz mas tem tempo para tudo, para si próprio e para os filhos, que controla a linha e que se pudesse convertia-se ao Protestantismo, abandonando as amarras da Igreja Católica. Afinal, um pouco como ele próprio, o Sr. Sócrates.
Infelizmente, ao elaborar esta equação Sócrates ignora dois aspectos fundamentais que deveriam ser de conhecimento obrigatório para desempenhar as funções de Primeiro-Ministro. Em primeiríssimo lugar, impõem-se afirmar, já, agora e em voz bem alta, que nem todos os portugueses ambicionam ser como o Sr. José Sócrates e que o direito dos cidadãos à escolha é inalienável. O Primeiro-Ministro e o Governo têm, é claro, o poder de influenciar e até orientar a população para certas atitudes individuais, como é o caso do respeito pelo ambiente, da educação sexual ou dos princípios da ética cívica, comportamentos dos quais decorre o bem-estar social. Porém, mesmo nesses casos numeráveis e excepcionais, a função do Estado reduz-se a uma posição meramente conselheira, através do ensino escolar básico e de campanhas informativas que raramente ultrapassam essas fronteiras com complementos legislativos. O que o Governo do Sr. Sócrates pretende agora fazer é tomar as diversas opções, desde a quantidade de gordura que desejamos ingerir com as batatas fritas até à matéria da insignificante colher com que misturamos o açúcar no café, que até agora foram apanágio do cidadão individual. Impõem-nos um modelo, o do Sr. Sócrates, e nem sequer nos chegam a explicar porquê esse. Se calhar, não há bom motivo.
Pior, não só está em causa a liberdade individual de escolha, mas também o particularismo de um dos ambientes e hábitos mais orgulhosamente português – o café. Preparem-se, pois em breve deixaremos de comer sardinhas assadas na rua e de levar uma boa martelada por alturas dos Santos Populares em nome dos perigos que tais hábitos possam apresentar ao corpo humano. E assim, de proibição em proibição, o Governo retira-nos a única riqueza que realmente sempre existiu e que pertence a todos os Portugueses, que é o sal do Mar, desta Terra e das suas gentes. Acaba-se a nação e fica-se com um país estéril habitado por dez milhões de Srs. Sócrates.
É esta desfaçatez do Primeiro-Ministro em prole de comportamentos externos e superficiais provenientes de um cosmopolitismo bacoco que nos leva até ao segundo aspecto. Como bem ilustra a substituição das tradicionais colherezinhas de metal pelas de plástico, o Primeiro-Ministro continua a seguir a máxima política, desleixada e mesquinha, de levar a cabo reformas de forma e não de conteúdo. Para o Governo de Sócrates, ser moderno e europeu permanece uma questão de parecer e não de efectivamente ser. Se esse último fosse o seu objectivo, o Sr. Sócrates teria então de lidar seriamente com áreas incómodas e complexas, como a educação, a justiça, e as instituições políticas, que até agora tem apenas extenuado em função das estatísticas. Como diz Pacheco Pereira, José Sócrates é um homem que não gosta de problemas e num país como o nosso, em que os problemas estão na ordem do dia, podemos apenas esperar a substituição das questões fundamentais por uma espécie de surrealismo despótico. Só assim se poderá compreender porque serão tão perigosas as colherezinhas do café.



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Wall Street vs Autocolante em East Village
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